nessa paranóia urbana tudo que vemos só sejam fragmentos de uma imagética imposta pela sociedade, ou a construção de novos espaços como prédios de luxo. Em meio a diário de sobrevivência que tenho na mente guardando lembranças boas ou usando palavras como resistência, e agora cores e fotos como guarda lembranças de uma cidade e de vidas que se tornam invisíveis.
Uso rabiscos e palavras como desabafo para não enlouquecer, talvez pixações e graffites sejam tenham a mesma conotação pois seus autores, muitos deles estão mortos em lembranças marginais ou se entregaram a empregos descolados e asseguraram seu lugar no céu do jesus da felicidade e das novas tecnologias. Não tem como eu fugir disso...
segunda-feira, 14 de janeiro de 2008
terça-feira, 1 de janeiro de 2008
mais um ciclo
acabou-se mais uma vez a euforia de fim de ano, as coisas continuam. o comércio faturou muito com as novas necessidades impostas, a loucura continua. sobrevivência, busca de lirismo, apesar das dificuldades. Viver numa sociedade competitiva e frequentar igrejas insanas, que compram espaços de TV, ou ver a vida maravilhosa dos ricos, pois direitos temos de ver a ilusão da vida boa de poucos...
transtornos diários de frustrações por não ser o que te impõem, pois sofrera bem menos...
transtornos diários de frustrações por não ser o que te impõem, pois sofrera bem menos...
domingo, 16 de dezembro de 2007
Estranho como um encontro de corações tão desesperançosos no metrô, pude-se fazer ressurgir as cores nos sentimentos dos quais sentíamos falta ou não víamos mais lógica de alegria. Isso em meio a massa de extrema vivência solitária em meio a rotina diária, problemas pessoais e sociais, a indiferença que tanto nos atinge, depois de choros, rotinas, novelas e ilusões.
Mas ela voltou a sorrir e sentir a arte e ele soube redescobrir um sentido...
Mas ela voltou a sorrir e sentir a arte e ele soube redescobrir um sentido...
quinta-feira, 22 de novembro de 2007
cretinice lirica
diferentes atitudes de resistência ao conformismo e a não adequação a moral dos vencedores que seguem os manuais cristãos capitalistas, mas tais manuais preenchem o vazio da cretinice de nossas personalidades dilaceradas pela vida que sufoca.
terça-feira, 9 de outubro de 2007
ontem tive as boas vindas de são paulo, chegando no tiete ao pagar meu bilhete do metro, uma mulher veio ao meu lado, notando que eu estava guardando as moedas do troco, veio pedir 90 centavos para ajudar dizendo ela sua passagem, eu tive medo e nem respondi, a ignorei. como em todas as cidades grandes o medo e a individualidade da sobrevivência nos atinge cada vez mais, o medo e as incertezas nos deixam secos perante as pessoas.
sábado, 6 de outubro de 2007
talvez o tempo nos destrua, ou nossas lembranças de dores, amarguras de desejos não realizados e fracassos. talvez seremos vultos com lembranças tristes, velhos com almas retorcidas e lembranças perdidas.
sexta-feira, 14 de setembro de 2007
os olhares se batem de frente, e um agradecimento "deus te ajude", mais uma historia dentro de um ónibus. um homem com seu filho, ambos bem vistos, parecendo uma família feliz sem problemas, mas o homem distribui uma foto do seu filho grampeada junto com um pequeno papel que conta que seu filho passa por tratamento e ele pedia ajuda nos ónibus para o tratamento dele, ele usa o silencio e uma foto....
vejo pais que usamos filhos para pedir dinheiro a toda hora, mas esse do ónibus me deixo confuso, o olha dele era humano, e a forma dele tratar o filho era de carinho, muitos desses pedintes com filhos em frangalhos, com suas infâncias roubadas andam sujos, subnutridos, em meio a nós malditos escravos. mas não posso julga-lo, somente mais um ser humano com um drama...
e levantamos todos os dias com nossas cruzes
vejo pais que usamos filhos para pedir dinheiro a toda hora, mas esse do ónibus me deixo confuso, o olha dele era humano, e a forma dele tratar o filho era de carinho, muitos desses pedintes com filhos em frangalhos, com suas infâncias roubadas andam sujos, subnutridos, em meio a nós malditos escravos. mas não posso julga-lo, somente mais um ser humano com um drama...
e levantamos todos os dias com nossas cruzes
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