sexta-feira, 1 de fevereiro de 2008

sou consumido a cada dia pelo conformismo, desistindo de sonhar e amar, pois tudo parece cedido ao fim. a paranoia da solidão urbana toma conta de mim cada vez mais, ser sozinho e vazio, mas vencedor e sustentador do consumo capitalista, e isso não é ditado de comunista retrogrado e sim a realidade. Cada volta para casa a noite, culmina em desesperança. Só me resta cafés baratos em livrarias para ler os livros que não posso comprar e ouvir historias das mesas ao lado sobre as viagens dos ricos e famosos e vencedores, usando botas que custam um ano de trabalho...

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

nessa paranóia urbana tudo que vemos só sejam fragmentos de uma imagética imposta pela sociedade, ou a construção de novos espaços como prédios de luxo. Em meio a diário de sobrevivência que tenho na mente guardando lembranças boas ou usando palavras como resistência, e agora cores e fotos como guarda lembranças de uma cidade e de vidas que se tornam invisíveis.
Uso rabiscos e palavras como desabafo para não enlouquecer, talvez pixações e graffites sejam tenham a mesma conotação pois seus autores, muitos deles estão mortos em lembranças marginais ou se entregaram a empregos descolados e asseguraram seu lugar no céu do jesus da felicidade e das novas tecnologias. Não tem como eu fugir disso...

terça-feira, 1 de janeiro de 2008

mais um ciclo

acabou-se mais uma vez a euforia de fim de ano, as coisas continuam. o comércio faturou muito com as novas necessidades impostas, a loucura continua. sobrevivência, busca de lirismo, apesar das dificuldades. Viver numa sociedade competitiva e frequentar igrejas insanas, que compram espaços de TV, ou ver a vida maravilhosa dos ricos, pois direitos temos de ver a ilusão da vida boa de poucos...
transtornos diários de frustrações por não ser o que te impõem, pois sofrera bem menos...

domingo, 16 de dezembro de 2007

Estranho como um encontro de corações tão desesperançosos no metrô, pude-se fazer ressurgir as cores nos sentimentos dos quais sentíamos falta ou não víamos mais lógica de alegria. Isso em meio a massa de extrema vivência solitária em meio a rotina diária, problemas pessoais e sociais, a indiferença que tanto nos atinge, depois de choros, rotinas, novelas e ilusões.
Mas ela voltou a sorrir e sentir a arte e ele soube redescobrir um sentido...

quinta-feira, 22 de novembro de 2007

cretinice lirica

diferentes atitudes de resistência ao conformismo e a não adequação a moral dos vencedores que seguem os manuais cristãos capitalistas, mas tais manuais preenchem o vazio da cretinice de nossas personalidades dilaceradas pela vida que sufoca.

terça-feira, 9 de outubro de 2007

ontem tive as boas vindas de são paulo, chegando no tiete ao pagar meu bilhete do metro, uma mulher veio ao meu lado, notando que eu estava guardando as moedas do troco, veio pedir 90 centavos para ajudar dizendo ela sua passagem, eu tive medo e nem respondi, a ignorei. como em todas as cidades grandes o medo e a individualidade da sobrevivência nos atinge cada vez mais, o medo e as incertezas nos deixam secos perante as pessoas.

sábado, 6 de outubro de 2007

talvez o tempo nos destrua, ou nossas lembranças de dores, amarguras de desejos não realizados e fracassos. talvez seremos vultos com lembranças tristes, velhos com almas retorcidas e lembranças perdidas.