Talvez eu esteja com o olhar cada vez mais ajustado com um sentimento de repugnância da sociedade, mas não só pelo karma diário de um estranho na sociedade que acorda, e se ilude com a pseudo esperança como força. Toma um ónibus lotado para a faculdade, seguindo junto com a periferia, para seus empregos, para suas ocupações desde trabalhos formais, pedir nas ruas, assaltar, estudar. Todos indo sobreviver, cada um a seu modo. Mas o que me deixa triste que essa realidade é algo que se contrasta com o que a classe media alta vive, e quem esta no meio académico publico e vem da periferia fica chocado com a eletização do conhecimento Doutores filhos da puta que ganham 4 mil reais para ensinar o pensamento cheio de regras da falída academia, que separam a realidade ao redor e a transformam em mero objecto. Tudo é método, pensar e reflectir só com bases cientificas. Arte é pra elite não pode ser analisada como algo social e por ai vai as merdas desses doutores filhos da puta.
Não sou como eles, nem como os alunos que ajudam a fortalecer esse modo de ensino. Só sou um tosco que aprendeu sozinho, que vem de uma família operaria, criada por uma dona de casa que tem a quarta série.
Eu só quero que a academia elitista se afogue em seus vômito de conhecimentos e regras, que se auto decomponha com os gazes inalados de seus dejectos....
sábado, 18 de agosto de 2007
domingo, 12 de agosto de 2007
definições após um dia duro
De certa forma o Klaus tem razão, em um desabafo sobre as preocupações de um ser humano.
-Cara eu me preocupo se eu vou receber meu salário em dia, e pagar as minhas contas. Me preocupo com as condições precárias da saúde pública, e se vou poder cumprir meu dever de médico e ajudar os meus pacientes, a maioria pobre. Me preocupo com a violência do estado, representada por uma polícia despreparada e violenta, e também com a violência social que é um reflexo da nossa desigual sociedade. Tenho medo da ignorância humana... E fico triste com o aumento da pseudo-indignação da classe média alta, que beira um discurso de direita, discurso que camufla sua própria ignorância, pois o que faram com os filhos nobres da sua própria classe que matam prostitutas, espancam pretos e pobres?
Após um dia duro, leituras de manchetes de jornais, e olhando a vida ao redor sinto todo o pessimismo e uma busca de forças para suportar.
-Cara eu me preocupo se eu vou receber meu salário em dia, e pagar as minhas contas. Me preocupo com as condições precárias da saúde pública, e se vou poder cumprir meu dever de médico e ajudar os meus pacientes, a maioria pobre. Me preocupo com a violência do estado, representada por uma polícia despreparada e violenta, e também com a violência social que é um reflexo da nossa desigual sociedade. Tenho medo da ignorância humana... E fico triste com o aumento da pseudo-indignação da classe média alta, que beira um discurso de direita, discurso que camufla sua própria ignorância, pois o que faram com os filhos nobres da sua própria classe que matam prostitutas, espancam pretos e pobres?
segunda-feira, 9 de julho de 2007
cada dia e sensação....
a suavidade dos raios de sol e o céu azul, dos dias de inverno transmitem um ar melancólico e lírico, e ao mesmo tempo há uma sensação de animo ao andar pelas ruas com uma luz de um dia doce. até mesmo um muro velho com artes toscas ou lindas o faz sorrir, mas cada pessoa sente de uma forma. talvez todos vejam o mesmo ambiente urbano, num dia assim, para alguns seria mais um dia de rotina, trabalho e vida cotidiana, cada pessoa com seu karma diário. seria tudo isso para alguns uma redenção e para outros o desespero de uma vida sem sentido, o peso e a leveza como a definição de nossa sina humana nas primeiras paginas de " a insustentável leveza do ser".
o céu é o mesmo para o rico que mora no Batel, e para o suburbano em ônibus cheios iluminados pelas primeiras luzes da manhã de cada dia longo de luta e poesia
terça-feira, 5 de junho de 2007
...
"Você pode tornar as coisas mais leves!"
Talvez possamos tonar a vida mais leve, mesmo sendo afetados pela correria que nos é jogado em nossa mente diariamente, tanto pela mídia como pelo nosso ciclo de convivio social. Nem todos suportam, tanta pressão, acho que sei bem pra que serve a televisão , os programas da dona hebe, ate mesmo o sexismo dos galãs e gostosas que saem na playboy. Servem para fuga das frustrações diarias, para fugir da miséria do nosso ser....
sexta-feira, 25 de maio de 2007
rezar pelo caos divino
como uma agonia que me destroi sinto toda a incerteza, talvez meus delirios caóticos de liberdade sejam fruto de toda amargura que vem desde a escola. aos 6 anos ja a sentia, e pior já comecei a sentir o medo, que com o passar de sua vida vai se moldando em diversas formas.
sábado, 17 de março de 2007
=(
A cada dia me confronto mais com a dura realidade, e vejo como a sociedade nos impõe uma pseudoliberdade. Podemos seguir um caminho, mas indiretamente fatores sociais são impostos. Então chegamos a nos questionar sobre nossos sonhos e ideais e de como manter acesa uma chama que nos faça viver depois onibus cheios, intolerânciademonstrada dia a dia pelo ser humano, filas e fichas enfrentadas e preenchidas atras de um emprego. Chega-se ao ponto de parar de senir, e agir somente como uma máquina, seguindo a linha de pensamento moderno de consumir, arrumar um emprego que de muito dinheiro, alimentar um status para preencher um vazio. Mesmo não precisando de certas coisas há uma avalanche imposta de consumismo, que um determinado status social adquirido na aquisição de um carro ou por aceitar um padrão de vida imposto, são as metas de uma vida humana.
terça-feira, 13 de fevereiro de 2007
Talves seja só uma lembrança batendo na minha mente, fazendo sentir coisas que talvez não sejam para mim, por ser incapaz ou por medo. Essa imagem representa uma parte da minha juventude perdida, uma referencia ao punk que descobri nos meus 13 anos, ouvindo ramones, husker du, black flag, clash e as historias da revista trasher e das suas fitinhas lendarias com coletaneas de hardcore, em uma materia na tv, dai veio algumas menções ao skate punk. Não me familiarizo com o que dizem sobre o skate hoje, mas quando eu andava sentia liberdade e esquecia do meu mundo de traumas.Vendo "DOG-TOWN" veio uma sensação que de como esas coisas mudaram a minha vida, mesmo achando so algo de preenchimento ao um cara complicado em meio a crises, sem contato com o mundo tão amendrotador.
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